segunda-feira, 17 de outubro de 2011
VIII - The Devil is Mara
Escrito por De Pinho às 12:19 0 (Escreva aqui sua frase avulsa.)
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
VII – Visão além do alcance
Escrito por Lucas Paio às 19:12 3 (Escreva aqui sua frase avulsa.)
Marcadores: Caramba, que capítulo comprido
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
VI - Born to be, uai
- Façamos um trato então. - disse em tom de desafio - Vocês me deixam ver meu pai e minha mulher e conto o que estava tramando.
Dadinho olhou de soslaio para Paulo e ambos saíram da cozinha para matutar a respeito.
- Paulo, esse cara tá bolando alguma coisa. Isso aí de pedir pra ver o pai e a mulher é só pra ganhar tempo. Conheço esse tipinho típico num é de hoje.
- Dadim, o cara deve tá só preocupado com a família. Além do mais preciso descobrir que diabo de poema foi aquele que digitei no cativeiro.
Dadinho coçou a cabeça e, sem argumentos, concordou com Paulo. Gritou para Bernalonga trazer o velho e a dromedária e entraram os dois de volta na cozinha.
- Logo mais você se junta aos seus. Enquanto isso vai falando! - Paulo estava com pressa. - Que palhadaçada toda é essa?
- Vocês cometeram um erro muito grave me trazendo pra cá. - Tião disse isso e gargalhou canastronamente.
- Erro foi a gente ter embarcado nessa viagem que tinha tudo pra dar errado. Bem que a mãe da Laís avisou. Quando a bola de massa do pão de batata não bóia no copo... tsc tsc tsc.
- Dadinho, concentra no interrogatório que a merda está feita. Apressa o Bernalonga e pára de lavar a mão.
Dadinho ia saindo da cozinha quando o pai e a camela chegaram. Os dois estavam soltos, sem amarras e Natasha estranhamente bem comportada. Podia até ser medo da escolta linha dura de Tarardo Manquino, que trazia em uma mão um longo bastão de ferro e na outra um megafone que tocava a música do Titanic repetidamente, mas a baba no canto da boca de Natasha denunciava que o motivo era outro.
- Por que minha mulher tá babando desse jeito? - Perguntou Tião, como mostra a interrogação depois da frase.
- Ela tomou uns comprimidinhos que descolei de um chapa meu. TÔ MUITO LOUCO, MAMÃE! - disse Manquino mancando - Dei pra sua tylopoda esposa uma dose cavalar de dinitrofenol. Um medicamento desacoplador do fluxo de elétrons que vai matá-la em poucos minutos se não tomar logo o antídoto.
Momento médico da terceira temporada: Dinitrofenol é um agente desacoplador porque tem a capacidade de isolar o fluxo de elétrons e o bombeamento de H+ na síntese de trifosfato de adenosina (ATP). Ele dissipa o gradiente de H+, reduzindo a produção de energia pela mitocôndria. Nessas condições, os alimentos não são usados para produzir ATP, o que leva à perda de peso, fadiga muscular, ataxia e outros sintomas relacionados. A administração de dosagem inadequada pode levar à morte.
Tião desesperou-se com a possibilidade iminente de perder Natasha mais uma vez. Debateu-se na cadeira e gritou palavrões impronunciáveis até por uma dona de casa rebelde. Lígia, que só abria a boca para comer, beber e chupar, manifestou sua perplexidade dizendo alguma coisa que não foi possível ouvir e retirou-se.
- Hanuman não perdoará suas almas se algo acontecer com minha esposa.
- Esse discurso palavroso só está atrasando as coisas. Abre logo o bico e injetamos o antídoto na sua digníssima. - Isso quem disse foi Dadinho.
Tião respirou fundo e começou a lamúria. Explicou pra turma toda sua longa caminhada desde a Ucrânia até Belorizonte. Vez ou outra chorava e, a medida que ia abrindo o bico, Tarardo Manquino injetava o antídoto na bundinha peluda de Natasha. Quando finalmente começou a discorrer sobre os versos que incucavam Paulo, a campainha do rancho tocou. Anãma foi ver quem incomodava. Volta ela dizendo:
- Pessoal, tem um cara fardado aí na frente dizendo que tem um mandado de busca. Tá querendo entrar junto com o batalhão dele.
- Ferrou tudo. Esse cara vai ver o Tião amarrado aqui na cozinha e vai pensar que somos sequestradores inescrupulosos e sem coração. - preocupou-se Paulo.
Antes que tivessem tempo de esconder os prisioneiros, o homem fardado forçou sua entrada rancho adentro. ZÁZ, que tinha uma queda por autoridades violentas, bateu palminhas e salivou um pouco, mas tentou impor respeito dentro de sua propriedade.
- Quem o senhor alto e forte pensa que é para entrar no meu rancho sem ser convidado?
- Desculpem o mau jeito. Sou Dom Lázaro Venturini, delegado do condado de Sapeca-Iaiá. Tivemos informações de que os ocupantes do veículo abandonado na estrada teriam sido trazidos para esta localidade. Positivo? - o delegado tinha um palavreado incondizente.
- Sim, o carro era nosso, mas avisamos nossas famílias de que estava tudo bem. Minha mãe já até desalugou meu quarto. - Paulo se adiantou.
- Novamente me desculpo, mas o inquérito ainda está em adamento. Seguimos o rastro de jujubas pela trilha na mata e encontramos um casebre completamente destruído pelo fogo. Juntando as pistas e seguindo o cheiro de misto-quente, chegamos aqui.
- Seu delegado, a gente agradece a visita, mas por aqui tá tudo certo. - disse Bernalonga, enquanto tentava esconder Tião colocando-se entre ele e o delegado.
Todo o esforço de Bernie - como era conhecido nas cabines eróticas que frequentava no centro da cidade - foi em vão. Dom Lázaro, depois de algum tempo de conversa, viu que algo se mexia atrás de Bernalonga. Foi então que ouviu-se um barulho e duas imensas asas de borboleta ergueram-se no ar. Era assim sempre que Tião ficava nervoso.
Num pulo assustado, o delegado Venturini projetou-se para trás e, de joelhos, apontou a arma para Tião, que mesmo amarrado metia medo.
- Muriquis me mordisquem - é como dizem “macacos me mordam” no Vale do Jequitinhonha -. O que é isso na cozinha de vocês? Tive um déjà vu. (escrever déjà vu é muito legal porque os acentos das vogais apontam pro pingo do jota).
- Calma delega. Esse é o cara que correu atrás da gente na estrada. Sem a motoserra não tem perigo. Precisamos tirar uma história a limpo com esse sujeito. - Dadinho fazia parecer que estava tudo bem.
- Eu tô reconhecendo esse meliante, doutor. - disse o Cabo Úéssebê - Lembra do caso de Dona Pilar Gouvêia? Foi ele que matou a empregada de estimação dela.
Tião ouviu aquela acusação sem fundamento e riu, debochadamente, na cara do oficial. Podia conviver com tudo: asas de borboleta, uma mulher dromedária, falta de sexo por inúmeros capítulos, mas ser acusado injustamente não.
- Francamente, não sei do que vossas reverendíssimas excelências estão falando. Cheguei a pouco de fora. Não matei ninguém.
- Isso a gente vai ver na delegacia enquanto o Tonhão faz uma massagem relaxante em você. - o delegado disse isso e mandou recolher o Tião.
Dom Lázaro, limpou da testa o suor do longo dia de trabalho e se despediu dos meninos com um aceno, das meninas com um beijo e de ZÁZ com um abraço apertado pra ele sentir o piru.
- Inté, tropa. O tio tá cansadão. Rumo ao pijamão listrado... seu animal imundo. - disse por último, chutando Tião pra fora.
Era de se esperar um alívio geral, afinal, tinham ficado livres de um potencial assassino. Mas o que se viu foram expressões de preocupação, mais ou menos como o Cigano Ígor demonstrando amor por Dara em Explode Coração. Com Tião nas mãos dos policiais o segredo do bilhete poderia estar perdido. Além do mais tinham deixado pra trás uma camela gigante e um pai de língua presa. Precisavam de um plano.
- Gente, eu sei o que podemos fazer. - disse Lígia.
Escrito por De Pinho às 15:40 0 (Escreva aqui sua frase avulsa.)
domingo, 31 de outubro de 2010
V - A Língua da Justiça
"Vocês gostam de se emaconhar, não gostam? De ficar 'doidão', 'chapadão' e depois comem, comem, comem"
(Perua de Deus, no livro Cócegas, pág 97)
- Buááááá, ele morreeeeu, ele morreeeeu! - lamentava a estranha noiva numa voz tetêespíndolicamente aguda, com a cabeça baixa sobre o inerte anãozinho.
Tião ficou todo sem jeito.
- Calma, minha filha, calma.
- Unhééééééé!!
- Me conta, o que aconteceu? Do quê que ele morreu?
- De doença de rato! - respondeu a moça. O corpo do anão de capacete pareceu tremer por um instante, e Tião podia jurar que ouviu o cadáver rir. Isso mesmo. Rir, o breve verbo rir.
Dentro da sala, Dadinho e Paulo Saci não entendiam bulhufas. Aquela mulher era alta demais para ser noiva de anão. A cabeleira preta e o véu tampavam sua cara, mas um detalhe esquisito chamava a atenção – o que era aquilo, barba?
De repente, o som de um megafone invadiu o recinto:
- MAMÃÃÃÃE! EU ESTOU LOUCO, MAMÃÃÃE?!
- Carái – Tião disse ao seu pai – Isso tá mais sem sentido do que o Tiririca comemorando o Dia do Livro. Vamo lá, painho, vem comigo ver que porrééssa.
Chutou a noiva e o anão pra dentro da sala, saiu acompanhado do pai e fechou a porta. A noiva pôde enfim levantar o véu, e foi imediatamente identificada por Paulo e Dadinho.
- Bernalonga!
- Call me Bernie Joe, or I'll drag your soul to hell!! - urrou a noiva barbada, fazendo mão de fogo.
O anão falsamente morto levantou batendo palminhas, tirou o capacete e também revelou sua identidade: era Anãma Aurélia Nicodemo Partos Madeira Zamela Roque Videira. Assim como Bernalonga, ela tinha sido colega de sala de Paulo e Dadinho, e estava no Rancho do ZÁZ com a galera no momento em que eles receberam o telefonema de Laís Abel e Nívea S. contando o que havia acontecido.
- Aí a gente achou que ia ser engraçadaço pegar umas roupas véias que o ZÁZ usou naquela adaptação teatral de “O Senhor dos Anais” e vir aqui resgatar ocês – explicou Bernalonga.
A porta se abriu com um chute. Era Tarardo Manquino, o maluco com o megafone, acompanhado do resto da turma. Misael, namorado de Anãma, aproveitou para puxar a menina pelo bracinho e arrastá-la para fora:
- Chega de teatrinho, vamo cruzá.
- Como é que cês conseguiram passar pelo doidão da motosserra, o pai dele, o dromedário?... - quis saber Paulo Saci.
- Fácel – disse Tarardo Manquino – Eu dei uma baforada na cara deles. Entraram em coma alcoólico na hora. Nuassa! Eu estou louco, mamãe!
Dadinho notou que uma das garotas que veio com eles, quietinha perto da porta, trazia nas mãos uma caixinha de fósforos.
- Que isso aí na sua mão, Lígia?
- Nada não – ela respondeu, pausadamente.
- Vambora pro Rancho, galera? - pediu Paulo – Tô precisando de uma cachaça.
- E eu de um banho – completou Dadinho.
- E a gente num vai fazer nada com esses fí di rato que raptaram vocês? - perguntou Bernalonga.
- Hm, verdade – disse Paulo – Eu tenho uma idéia.
Tião não pôde fazer nada para impedir que o carregassem de seu esconderijo e o jogassem dentro de um porta-malas. Estava tão inebriado com o bafejo etílico que levara que não conseguia mover um músculo, tinha alucinações e só conseguia distinguir alguns sons e vozes.
- Fuuummm, que asa! Vamo dar o fora daqui.
- Sobrou alguém lá dentro?
- Não, tá todo mundo aqui.
- Quitandinha! Quitandinha!
- Cadê a Lígia?
- Tô aqui, gente.
Mesmo dentro do carro, Tião conseguia sentir um calor muito forte e um cheiro de fumaça se espalharem pelo ambiente.
- Que isso, Lígia? O quê que cê fez??
- Ah, amanhã eu me arrependo.
- Como assim, o que você fez?
E a última voz que ele ouviu antes de apagar de vez foi a da menina que falava pausado:
- Botei fogo no esconderijo.
Quando Tião acordou, já era dia. Estava com uma cefaléia foderosa, sem a máscara de Jiraya e amarrado numa cadeira. A pia cheia de louça suja e a pilha imensa de mistos-quentes (que plural mais feio) sobre a mesa não deixavam dúvidas de que estava dentro de uma cozinha. Na porta, um misterioso bilhete: “Deixe a porta fechada para que o rato não passe para o outro lado”.
Contrariando o aviso, a porta se abriu e um galerão adentrou a cozinha. Uma garota de cabelos pretos e uma pinta no canto da boca pegou nove mistos-quentes para comer sozinha. Os outros também se serviram, mas com parcimônia. Paulo Saci e Dadinho, revigorados após a noite de sono, sentaram-se à mesa.
- Vocês gostam de se emaconhar, não gostam? De ficar “doidão”, “chapadão” e depois comem, comem, comem – provocou Tião.
- Quem muito fala pouco acerta – retrucou Dadinho.
- Onde é que eu tô? Cadê meu pai? Cadê minha esposa? Posso pegar um misto-quente?
- Não – disse Paulo Saci. - Você só vai ter respostas e comida se explicar, tintim por tintim, que diabos você tava tramando.
“Inté, tropa. O tio tá cansadão. Rumo ao pijamão listrado...”
(William Bonner, no Twitter)
O capítulo também deverá conter um deus hindu, o nome de um personagem vivido por Lima Duarte e um parágrafo nada engraçado.
(Lembrando que todos os capítulos desta última temporada deverão conter a palavra “último”. “Última”, “últimos” e “últimas” também valem. “Ultimamente”, “ultimato” e “ultimogênito” estão proibidas.)
Escrito por Lucas Paio às 02:11 0 (Escreva aqui sua frase avulsa.)
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
IV - Uma Xácara para Pavlova
- Digita aí enquanto eu dito. - Tião parecia ter pressa e seguiu falando. Paulo, com seus dedos frenéticos, transcrevia tudo no 386 de 1993.
Prima Pavlova, minha querida
Quanto tempo se passou
Mudei tanto, você não viu
Nem um cartão você mandou
Apesar disso ainda me lembro
O seu sonho não acabou
Saí da Ucrânia há tanto tempo
Vim atrás de um grande amor
Me transformei pelo caminho
Tomei chuva e senti dor
Ainda cumpro a tal promessa
Não me esqueci do seu clamor
Nessa terra onde moro
Tem de tudo. Ouro e prata
Tem também uns pescadores
Que eles chamam de “Os Pirata”
Mas sua encomenda eu achei
Em terra firme, no meio da mata
Sei de suas preferências
Prometo não decepcionar
Já chequei os “documentos”
Não são grandes, mas dá pra usar
Tome cuidado com com excesso
Não use muito pra não gastar
Me despeço nesses versos
Com saudade no coração
Logo mais os garotos chegam
Tô mandando de avião
Um presente do primo Vlad
Pra guardar de recordação
- Agora imprime isso e coloca no bolso. Vou embalar vocês dois pra viagem.
Tião falava muito sério. Paulo cantarolava em rítmo flamenco os versos que acabara de escrever e se deu conta de que estavam ferrados. Enquando matutava um plano beleza, rezava pra que uma entidade baiana poderosa como Xangô os tirasse dali. Sussurrou para Dadinho, que estava entretido com seu sabonete antisséptico, e aproveitou a distração de Tião para copiar os arquivos do computador para um disquete flexível.
- Anda muleque. Imprime logo esse bilhete. Vou mandar vocês de presente pra prima Pavlova ainda hoje. Quando saí da Ucrânia ela me pediu um souvenir.
- Mas por que você escolheu logo a gente? Com tanto badulaque por aí. - Paulo argumentava
- É mesmo. Cheio de postais, criancinhas e órgãos variados. - Dadinho também se manifestava.
- Vocês devem saber que não os escolhi pela aparência. Precisava de alguém pra digitar esse bilhete, já que com o cotoco não consigo acentuar as palavras.
- Porra mas que que eu tenho com isso? - irritou-se Dadinho, cheio de razão enquanto diretor de arte. - Raptar o Paulo eu até entendo...
- Calma, garotos. A prima tem dois filhos, vocês podem se revezar cuidando das crianças. Enquanto o Paulo diverte um com aquela imitação ótima de Freddie Mercury, você faz a limpeza da jaula do outro.
- Ah, não quero isso não. Posso até dar um sapeca na sua prima, mas para essa coisa de ficar sentado com criança fazendo figurinha não tenho paciência nenhuma. - disse Paulo.
Tião, o Jiraya, observou o comportamento dos dois enquando discutiam entre si o share dos afazeres domésticos. Nenhum deles sabia a real intenção de Tião, mas aquilo não era o que parecia ser. Anos como marketing manager da Chernobyl Nuclear Power Plant lhe deu um feeling para escolher trainees para o job que viria a seguir. O verdadeiro motivo daquela história toda só seria descoberto depois, quando os rapazes finalmente compreendessem o significado por trás do poema criptografado que Tião havia ditado. (Este parágrafo tem o patrocínio de Fisk)
Como quem é vivo sempre aparece, o pai de lingua presa dá as caras. Entra, coloca as chaves sobre a mesa, pára (esse blog é da resistência contra o acordo ortográfico) um pouco em frente à tv, pinica os bagos e senta-se no sofá enquanto olha os dois muleques em pânico.
- Tião, você não acha que agoga tá indo longe demais?
- Pai, o Acre que é longe demais. Isso é apenas um acerto de contas. Fui chamado para uma missão quando abri aquela arca iluminada. Vou até o fim nem que seja a última coisa que eu faça.
Dadinho olhou para Paulo com uma cara de “peidaram aqui”. Estavam confusos e precisando de um plano rápido. Na correria da fuga pelo matagal não pegaram nenhuma ferramenta. A caixa de disfarces de Paulo foi perdida numa fatídica batida na encruzilhada da Via Espressa. Dadinho era contra violência e preferia morrer a ter que suar numa luta corporal contra o dromedário que vigiava a porta.
A aparente calmaria foi interrompida por um barulho do lado de fora. Tião ordenou que o pai tomasse conta dos dois muleques enquando conferia o acontecido. Abriu a porta e se deparou com a terrível cena. Uma mulher vestida de noiva e suja de sangue, usando um cinto de castidade, chorava compulsivamente sobre o corpo de um anão de capacete prateado.
Escrito por De Pinho às 17:07 0 (Escreva aqui sua frase avulsa.)





